O primeiro dia: o que deixar pronto
Escolha quem vai chegar: o que precisa estar pronto antes da chegada, segundo as fichas de cuidados dos veterinários. Para filhotes de cachorro e de gato, há um checklist completo para marcar.
Quem mora com você?
Pequenos mamíferos
Peixes
Aranhas
Toque no seu pet: logo abaixo aparece tudo de que ele precisa.

Cachorro
Para o cachorro, há um checklist completo para marcar, com o que comprar e o que saber.

Gato
Para o gato, há um checklist completo para marcar, com o que comprar e o que saber.

Coelho
- Companhia
- em dupla, sempre
- Espaço
- para uma dupla, pelo menos 3 × 2 m e 1 m de altura
- O que come
- feno e capim: cerca de 85% da dieta
Antes da chegada
- Um cercado de pelo menos 3 × 2 m e 1 m de altura para dois coelhos: um espaço único e contínuo onde eles possam correr
- Um companheiro: os coelhos devem viver pelo menos em dupla (muitas vezes um macho e uma fêmea, ambos castrados)
- Um abrigo sempre acessível e esconderijos suficientes para todos, sem brigas
- Bastante feno de boa qualidade, cheiroso e sem poeira, e água fresca o tempo todo
- Uma caixa de areia com papel reciclado ou feno, nunca areia aglomerante nem maravalha
- Um lugar seco a 10–20 °C, longe de correntes de ar, aquecedores e sol direto
- Um veterinário que entenda de coelhos, para a primeira consulta e as vacinas
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 10-20 °C
O coelho está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-lo.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Porquinho-da-índia
- Companhia
- com pelo menos mais um porquinho-da-índia
- Espaço
- um cercado espaçoso; dentro de casa quando faz menos de 15 °C
- O que come
- feno, ração fresca em pellets e verduras todos os dias
Antes da chegada
- Pelo menos dois porquinhos-da-índia: eles não devem viver sozinhos
- Um espaço grande onde possam correr e ficar em pé nas patas traseiras, mais uma área para se exercitar
- Um esconderijo a mais que o número de porquinhos-da-índia, e alguns túneis
- Forração: maravalha sem poeira e feno; nunca pinho, palha ou algodão
- Bastante feno de capim, ração em pellets para porquinho-da-índia e verduras ricas em vitamina C
- Madeira sem tratamento para roer: os dentes deles não param de crescer
- Um lugar a 17–20 °C, longe de aquecedores, do sol e de correntes de ar, e longe de cachorros, gatos e furões
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 17-20 °C
O porquinho-da-índia está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-lo.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Hamster
- Companhia
- sozinho (hamster-sírio)
- Espaço
- pelo menos 100 × 50 cm de piso, 25 cm de forração e uma roda de 30 cm
- O que come
- mistura de sementes para hamster e um pouco de verdura
Antes da chegada
- Uma gaiola com pelo menos 100 × 50 cm de piso, de preferência de um só andar: quanto maior, melhor
- Pelo menos 25 cm de forração para cavar tocas
- Uma roda de pelo menos 30 cm de diâmetro com a superfície de corrida inteiriça, sem barras
- Casinhas-ninho escondidas para dormir durante o dia
- Ração em pellets para hamster, feno de timothy e madeira para roer
- Um bebedouro de garrafinha com bico e potes pesados
- Um lugar tranquilo a 18–26 °C, longe de TVs, computadores e água corrente (emitem ultrassom)
- Um hamster só: o hamster-sírio vive sozinho e dois juntos brigam
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 18-26 °C
No Brasil, não há regras especiais para ter um hamster.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Rato
- Companhia
- nunca sozinho: pelo menos dois do mesmo sexo
- Espaço
- uma gaiola grande com vários andares, redes e esconderijos
- O que come
- ração para ratos e um pouco de fruta e verdura todos os dias
Antes da chegada
- Pelo menos dois ratos do mesmo sexo, de preferência irmãos: nunca sozinhos
- Uma gaiola grande com vários andares (as de furão ou chinchila servem), com piso inteiriço, não de tela
- Redes, cordas, escadas, túneis e esconderijos em alturas diferentes
- Forração sem poeira; nunca maravalha de cedro ou pinho, jornal ou algodão
- Ração para ratos e uma balança de cozinha para pesar
- Potes de cerâmica (não de metal) e vários bebedouros, para que todos possam beber ao mesmo tempo
- Um lugar a 19–23 °C, sem correntes de ar, longe do banheiro, de TVs e de computadores (emitem ultrassom)
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 18-26 °C
O rato doméstico (Rattus norvegicus) está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-lo.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Furão
- Companhia
- pelo menos dois juntos
- Espaço
- uma casa à prova de furão e várias horas de brincadeira fora da gaiola todos os dias
- O que come
- ração para furão à base de carne, sempre à disposição
Antes da chegada
- Pelo menos dois furões (no máximo quatro juntos, de preferência da mesma ninhada), todos castrados ou com implante hormonal
- Uma casa à prova de furão, porque ele precisa de várias horas por dia de brincadeira fora da gaiola
- Uma gaiola grande com redes, ou uma caixa para dormir forrada com uma camiseta
- Uma caixa de areia longe da comida e da cama, com areia para gatos não aglomerante
- Potes pesados ou presos na gaiola e um bebedouro de garrafinha: eles derrubam tudo
- Ração para furão, sempre à disposição
- Um lugar seco e sem correntes de ar, a 15–21 °C: eles não suam e sofrem com o calor
- Um veterinário que entenda de furões, escolhido antes de trazê-los para casa
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 15-23 °C
Para importar um furão como animal de estimação é preciso uma licença do Ibama, e ele deve chegar castrado e com microchip. O furão não está na lista de animais domésticos do Ibama: guarde a nota fiscal e o número do microchip, que provam a origem legal. Um animal comprado sem documentos não pode ser regularizado.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Canário
- Companhia
- sozinho ou em dupla: as fontes não concordam
- Espaço
- uma gaiola onde ele possa abrir as asas em todas as direções; um viveiro é melhor
- O que come
- 1–2 colheres de chá de sementes por dia, mais verduras e osso de siba
Antes da chegada
- Melhor em dupla: a Federação Alemã de Proteção Animal (Tierschutzbund) diz para nunca manter um sozinho (dois, ou um grupo de pelo menos quatro), enquanto o Merck diz que os canários são territoriais e vivem bem sozinhos ou em dupla
- Um viveiro de pelo menos 2 m de comprimento, 1 m de largura e 2 m de altura para 2 a 6 canários; no mínimo absoluto, uma gaiola onde ele possa abrir as asas em todas as direções
- Galhos naturais de espessuras diferentes como poleiros; nada de espelhos, passarinhos de mentira ou poleiros de lixa
- Vários comedouros e bebedouros (de preferência um por ave) e uma banheira
- Papel no fundo e uma lâmpada com UVA e UVB se ele vive só dentro de casa
- Sementes de qualidade ou ração extrusada, um osso de siba e grit
- Um lugar claro e tranquilo a 18–20 °C, nunca a cozinha, sem fumaça, aromatizadores de ambiente ou panelas antiaderentes superaquecidas
- Um cômodo seguro onde ele possa voar solto todos os dias, por algumas horas
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 18-20 °C
- Luz
- 12-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
O canário-do-reino (ou canário-belga) está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-lo.
Passarinhos nativos, como o curió e o sabiá, são fauna silvestre e têm regras próprias.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Periquitos
- Companhia
- em dupla ou em grupo
- Espaço
- fora da gaiola todos os dias, em um cômodo seguro
- O que come
- mistura de sementes para periquitos, verduras; nunca abacate
Antes da chegada
- Um companheiro da mesma espécie: os periquitos vivem em bandos
- Uma gaiola com altura, largura e profundidade de pelo menos 1,5 vez a envergadura das asas (2 vezes se ele passa a maior parte do tempo dentro dela); um viveiro é melhor
- Pelo menos 6 horas por dia fora da gaiola, em um cômodo seguro onde possa voar: janelas fechadas, ventiladores desligados, nunca a cozinha
- Poleiros de galhos naturais de espessuras diferentes; nada de poleiros de lixa
- Uma lâmpada UV para aves em cima da gaiola: o vidro da janela bloqueia os raios UVB
- Ração extrusada para periquitos, algumas sementes, verduras frescas; água para beber e um recipiente raso para o banho
- Papel no fundo da gaiola (não maravalha, sabugo de milho ou areia de gato) e uma balança digital que mostre gramas
- Uma casa sem fumaça de cigarro, aromatizadores de ambiente ou panelas antiaderentes superaquecidas: os vapores podem matá-lo
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 12-26 °C
- Luz
- 12-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
O periquito-australiano está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-lo.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Calopsita
- Companhia
- fora da gaiola todos os dias
- Espaço
- uma gaiola de pelo menos 60 × 60 × 90 cm por ave
- O que come
- ração extrusada e sementes, com verduras e frutas frescas todos os dias
Antes da chegada
- Um companheiro da mesma espécie: as calopsitas vivem em bandos
- Uma gaiola com altura, largura e profundidade de pelo menos 1,5 vez a envergadura das asas (2 vezes se ele passa a maior parte do tempo dentro dela); um viveiro é melhor
- Pelo menos 6 horas por dia fora da gaiola, em um cômodo seguro onde possa voar: janelas fechadas, ventiladores desligados, nunca a cozinha
- Poleiros de galhos naturais de espessuras diferentes; nada de poleiros de lixa
- Uma lâmpada UV para aves em cima da gaiola: o vidro da janela bloqueia os raios UVB
- Ração extrusada para calopsitas, algumas sementes, verduras frescas; água para beber e um recipiente raso para o banho
- Papel no fundo da gaiola (não maravalha, sabugo de milho ou areia de gato) e uma balança digital que mostre gramas
- Uma casa sem fumaça de cigarro, aromatizadores de ambiente ou panelas antiaderentes superaquecidas: os vapores podem matá-lo
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 12-26 °C
- Luz
- 12-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
A calopsita está na lista de animais domésticos do Ibama: você não precisa de autorização do órgão ambiental para tê-la.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Agapórnis
- Companhia
- em dupla
- Espaço
- uma gaiola grande, saídas todos os dias, longe da cozinha
- O que come
- ração extrusada e verduras frescas todos os dias, poucas sementes
Antes da chegada
- Um companheiro da mesma espécie: os agapórnis vivem em bandos
- Uma gaiola com altura, largura e profundidade de pelo menos 1,5 vez a envergadura das asas (2 vezes se ele passa a maior parte do tempo dentro dela); um viveiro é melhor
- Pelo menos 6 horas por dia fora da gaiola, em um cômodo seguro onde possa voar: janelas fechadas, ventiladores desligados, nunca a cozinha
- Poleiros de galhos naturais de espessuras diferentes; nada de poleiros de lixa
- Uma lâmpada UV para aves em cima da gaiola: o vidro da janela bloqueia os raios UVB
- Ração extrusada para psitacídeos pequenos, algumas sementes, frutas e verduras frescas; água limpa o tempo todo
- Papel no fundo da gaiola (não maravalha, sabugo de milho ou areia de gato) e uma balança digital que mostre gramas
- Uma casa sem fumaça de cigarro, aromatizadores de ambiente ou panelas antiaderentes superaquecidas: os vapores podem matá-lo
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 12-26 °C
- Luz
- 12-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
O agapórnis não está na lista de animais domésticos do Ibama: antes de comprar, pergunte ao órgão ambiental do seu estado.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Tartaruga-terrestre
- Companhia
- ao ar livre nos meses quentes, em um cercado seguro
- Espaço
- cerca de 10 m² ao ar livre por tartaruga, com sombra e abrigo
- O que come
- ervas silvestres, flores e capim; pouca verdura de supermercado
Antes da chegada
- Um cercado ao ar livre de pelo menos 10 m² por tartaruga, com uma mureta de pelo menos 45–50 cm de altura e enterrada 10–15 cm, sombra e um abrigo impermeável ao sol
- Um recinto interno de pelo menos 180 × 120 cm para uma tartaruga, com terra e areia fina de pelo menos 5 cm de profundidade
- Uma lâmpada de aquecimento para um ponto a 35 °C e uma lâmpada UVB a menos de 30 cm; o resto a 20–25 °C de dia e 15 °C à noite
- Um timer: 12 horas de luz no inverno, 13 na primavera e no outono, 14 no verão
- Um recipiente raso com água para beber e tomar banho
- Ervas silvestres sem agrotóxicos (dente-de-leão, trevo, tanchagem) e osso de siba
- Nada de cascalho, maravalha, pellets de alfafa, areia de cálcio ou areia de gato
- Um veterinário de répteis, que também faça um check-up antes da brumação
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 35 °C
- Lado fresco
- 20-25 °C
- À noite
- 15-22 °C
- Umidade
- 30-50%
- Luz
- 12-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
As tartarugas-terrestres europeias (Testudo) são répteis exóticos no Brasil: desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação.
O jabuti brasileiro é fauna silvestre: só é legal tê-lo com a nota fiscal de um criadouro autorizado e com microchip. Sem esses documentos, ter um jabuti é crime ambiental.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Tartaruga aquática
- Companhia
- em um aquaterrário grande, com uma ilha seca para tomar sol
- Espaço
- cerca de 15 litros de água por cm de casco, com profundidade de pelo menos o dobro do comprimento do casco
- O que come
- todos os dias quando jovem, a cada 2–3 dias na fase adulta
Antes da chegada
- Um aquaterrário grande: pelo menos 80 litros de água para cada 5 cm de casco (para 25 cm, 400 litros), com profundidade da água de pelo menos o dobro do comprimento do casco
- Uma ilha seca com rampa, sob uma lâmpada de aquecimento com proteção (30–35 °C), mais outra área seca mais fresca
- Uma lâmpada UVB de 7–12% sobre dois terços do aquaterrário, e um timer
- Um aquecedor de aquário com proteção e termostato (cerca de 25 °C para os filhotes, 22 °C para os adultos) e um termômetro para a água
- Um filtro potente, condicionador para a água da torneira e testes de amônia e nitrito
- Um recipiente separado para dar a comida
- Monte o aquaterrário duas semanas antes: a água chega à temperatura certa e o filtro começa a funcionar
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 30-35 °C
- Lado fresco
- 22-27 °C
- Água
- 22-30 °C
- Luz
- 10-14 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
Desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação. O tigre-d’água (Trachemys dorbigni) vive no Sul do Brasil e é fauna silvestre: só é legal tê-lo com a nota fiscal de um criadouro autorizado e com microchip.
Em Santa Catarina: ele e a tartaruga-de-orelha-vermelha (Trachemys scripta elegans) estão na lista oficial de espécies exóticas invasoras.
Nunca solte uma tartaruga na natureza.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Gecko-leopardo
- Companhia
- em um terrário quente, com um esconderijo úmido
- Espaço
- um terrário com um lado a 28–32 °C e outro a 23–26 °C
- O que come
- insetos, a cada 2–3 dias na fase adulta
Antes da chegada
- Um terrário de pelo menos 60 × 40 × 30 cm (comprimento, altura, profundidade) para um gecko adulto, bem ventilado e seguro
- Uma lâmpada de aquecimento com proteção e termostato: um lado a 28–30 °C e outro a 24–26 °C, com dois termômetros digitais
- Um tubo UVB de baixa potência (2–5%) e um timer para 12 horas de luz
- Vários esconderijos no lado quente e no lado fresco, mais um esconderijo úmido com musgo molhado
- Um piso seguro, como cerâmica, ardósia ou tapete para répteis; nada de areia de cálcio, lascas de faia ou sabugo de milho
- Um recipiente raso com água limpa no lado fresco
- Insetos vivos de criação, cálcio em pó sem vitaminas e um multivitamínico para répteis
- Monte e ligue o terrário pelo menos uma semana antes da chegada
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 28-32 °C
- Lado fresco
- 23-26 °C
- À noite
- 18-25 °C
- Umidade
- 30-40%
- Luz
- 12 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
O gecko-leopardo é um réptil exótico no Brasil. Desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação, e desde 2002 o Ibama não autoriza novos criadouros comerciais de répteis para esse mercado.
Só é legal ter um com a nota fiscal de um criadouro ou loja autorizados, que traz a espécie e a marcação do animal (o microchip). Sem documentos, a multa começa em R$ 2.000.
No Distrito Federal: a lei proíbe criar e manter animais selvagens exóticos, salvo exceções.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Dragão-barbudo
- Companhia
- com calor: um ponto de aquecimento a 38–42 °C
- Espaço
- um terrário grande, com um tubo UVB de cerca de metade do comprimento do terrário
- O que come
- insetos que não sejam maiores que a boca dele, mais verduras; os adultos, cerca de 60% de verduras. De manhã
Antes da chegada
- Um terrário de pelo menos 120 × 60 × 60 cm (comprimento, altura, largura) para um adulto, ventilado e seguro
- Uma lâmpada de aquecimento com proteção e termostato: ponto de aquecimento a 38–42 °C, lado fresco a 22–26 °C, e dois termômetros
- Um tubo UVB de alta potência (10–12%) com até metade do comprimento do terrário, instalado dentro (o vidro bloqueia os raios UVB), e um timer de 12 horas
- Um aquecedor que não emita luz para a noite, se o cômodo ficar abaixo de 20–22 °C
- Um esconderijo em cada lado, mais pedras e galhos firmes para escalar
- Um piso seguro: cerâmica áspera ou ardósia, ou tapete para répteis (papel-toalha para os filhotes); nada de cascalho, sabugo de milho ou areia de gato
- Um recipiente largo e raso com água, insetos vivos, folhas verdes e cálcio em pó
- Monte e ligue o terrário pelo menos uma semana antes da chegada
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 38-42 °C
- Lado fresco
- 22-26 °C
- À noite
- 20-22 °C
- Umidade
- 30-40%
- Luz
- 12 horas por dia
- Lâmpada UVB
- necessária
O dragão-barbudo (Pogona vitticeps) é um réptil exótico no Brasil. Desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação, e desde 2002 o Ibama não autoriza novos criadouros comerciais de répteis para esse mercado.
Só é legal ter um com a nota fiscal de um criadouro ou loja autorizados, que traz a espécie e a marcação do animal (o microchip). Sem documentos, a multa começa em R$ 2.000.
No Distrito Federal: a lei proíbe criar e manter animais selvagens exóticos, salvo exceções.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Cobra-do-milho
- Companhia
- sem companhia: uma cobra por terrário
- Espaço
- um terrário com tampa com trava e sem frestas
- O que come
- presas congeladas e descongeladas, a cada 7–14 dias na fase adulta
Antes da chegada
- Um terrário pelo menos do comprimento da cobra, com um terço dessa medida de largura e de altura (para 150 cm: 150 × 50 × 50 cm), com tampa com trava: é mestre em fugas
- Uma lâmpada de aquecimento com proteção e termostato (ponto de aquecimento a 28–30 °C, lado fresco a 20–24 °C) e dois termômetros
- Pelo menos dois esconderijos, um em cada lado, mais um úmido, e um galho para escalar
- Um pote de água onde possa mergulhar o corpo inteiro (raso para os filhotes, cerca de 2,5 cm)
- Piso: terra com um pouco de areia e folhas, ou papel ou tapete para répteis; nunca cedro, maravalha, sabugo de milho ou cascalho
- Um tubo UVB de baixa potência (2–7%) e um timer para 12 horas de luz
- Camundongos congelados do tamanho certo e uma pinça; nunca deixe um roedor vivo sozinho com a cobra
- Deixe o terrário funcionando por uma semana antes; depois da chegada, deixe a cobra tranquila por 1 a 2 semanas
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 28-32 °C
- Lado fresco
- 20-24 °C
- À noite
- 16-20 °C
- Umidade
- 40-50%
- Luz
- 12 horas por dia
- Lâmpada UVB
- útil, não obrigatória
A cobra-do-milho é uma serpente exótica no Brasil. Desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação, e desde 2002 o Ibama não autoriza novos criadouros comerciais de répteis para esse mercado.
Só é legal ter uma com a nota fiscal de um criadouro ou loja autorizados, que traz a espécie e a marcação do animal (o microchip). Sem documentos, a multa começa em R$ 2.000.
No Paraná: criar e vender a cobra-do-milho é proibido.
No Distrito Federal: a lei proíbe criar e manter animais selvagens exóticos, salvo exceções.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Píton-real
- Companhia
- sem companhia, com dois esconderijos
- Espaço
- um terrário a 30–32 °C no lado quente, com um esconderijo úmido
- O que come
- presas congeladas e descongeladas, a cada 7–14 dias na fase adulta
Antes da chegada
- Um terrário pelo menos do comprimento da cobra, com pelo menos um terço desse comprimento de largura e de altura (para 120 cm: 120 × 40 × 40 cm), bem fechado
- Uma lâmpada de aquecimento com proteção e termostato (ponto de aquecimento a 30–32 °C, lado fresco a 24–26 °C), dois termômetros e um aquecedor sem luz para a noite
- Vários esconderijos nos dois lados, justos para ele ficar enrolado, e um úmido com musgo molhado
- Um pote de água grande o bastante para ele mergulhar o corpo
- Terra para répteis ou papel; nada de areia, cedro, maravalha, sabugo de milho ou cascalho
- Presas congeladas e uma pinça para oferecê-las; nunca presas vivas
- Deixe o terrário funcionando por uma semana antes; depois da chegada, deixe a cobra tranquila por 1 a 2 semanas
A casa ideal: temperatura e luz
- Ponto de aquecimento
- 30-32 °C
- Lado fresco
- 24-26 °C
- À noite
- 24-26 °C
- Umidade
- 50-80%
- Luz
- 12 horas por dia
- Lâmpada UVB
- útil, não obrigatória
O píton-real (Python regius) é uma serpente exótica no Brasil. Desde 1998 é proibido importar répteis para vender como animais de estimação, e desde 2002 o Ibama não autoriza novos criadouros comerciais de répteis para esse mercado.
Só é legal ter um com a nota fiscal de um criadouro ou loja autorizados, que traz a espécie e a marcação do animal (o microchip). Sem documentos, a multa começa em R$ 2.000.
No Distrito Federal: a lei proíbe criar e manter animais selvagens exóticos, salvo exceções.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Peixe-dourado
- Companhia
- em grupo, em um aquário de verdade
- Espaço
- pelo menos 100 litros para um adulto, mais 50 para cada peixe a mais
- O que come
- ração própria para peixes-dourados
Antes da chegada
- Um aquário de pelo menos 100 litros para um peixe-dourado adulto, mais 50 para cada peixe a mais: nunca um aquário redondo
- Pelo menos dois peixes-dourados: são animais sociais
- Um filtro potente com vazão regulável (fraca para os peixes-dourados “fancy”)
- Condicionador de água e um kit de testes (amônia, nitrito, nitrato, pH)
- Deixe o filtro maturar (ciclagem) antes de colocar os peixes: amônia e nitrito devem estar em zero
- Plantas cobrindo cerca de metade do aquário, e um lado coberto
- Um lugar longe do sol direto, de correntes de ar, de fontes de calor e de barulho
- Ração para peixe-dourado (grânulos que afundam para os “fancy”)
A casa ideal: temperatura e luz
- Água
- 20-24 °C
- Luz
- 10 horas por dia
No Brasil, não há regras especiais para ter um peixe-dourado.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Peixe-betta
- Companhia
- um só macho por aquário
- Espaço
- um aquário com aquecedor e filtro, de pelo menos 20 litros, a 24–26 °C
- O que come
- pouco, uma vez por dia
Antes da chegada
- Um aquário de pelo menos 20 litros (10 litros é o mínimo absoluto): nunca uma beteira ou um vaso
- Um aquecedor de aquário com termostato, para manter a água a 24–26 °C
- Um filtro do tamanho certo, com vazão fraca e regulável
- Condicionador para a água da torneira e um kit de testes (amônia, nitrito, nitrato)
- Monte o aquário antes: amônia e nitrito devem estar em zero; nas primeiras 6 semanas, faça os testes a cada 2–3 dias
- Plantas macias e enfeites sem bordas cortantes; nada de espelhos
- Só um macho por aquário: dois machos brigam
- Ração para betta (grânulos ou flocos)
A casa ideal: temperatura e luz
- Água
- 24-26 °C
- Luz
- 10 horas por dia
No Brasil, não há regras especiais para ter um peixe-betta.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.

Tarântula
- Companhia
- sempre sem companhia
- Espaço
- um terrário mais largo que alto: uma queda pode causar ferimentos
- O que come
- insetos vivos, uma ou duas vezes por semana; retire as sobras
Antes da chegada
- Um terrário de vidro ou plástico mais largo que alto: para as espécies terrestres, a altura não deve passar do comprimento da aranha, porque uma queda pode matá-la
- Uma tampa bem fechada, com furos de ventilação (contra fugas e mofo)
- Um esconderijo, como um vaso de barro deitado ou meia casca de coco
- 7–12 cm de terra sem adubo nem agrotóxicos, turfa ou fibra de coco; nada de areia, cascalho ou maravalha
- Um potinho raso de água: num pote fundo há risco de afogamento; nada de algodão ou esponjas molhadas
- Um cômodo tranquilo e quente (cerca de 21–29 °C), longe de luzes fortes, com um termômetro de máxima e mínima; nada de lâmpadas de aquecimento
- Insetos vivos de criação do tamanho certo (grilos, gafanhotos)
- Só uma tarântula por terrário
A casa ideal: temperatura e luz
- O ambiente
- 21-29 °C
- Umidade
- 60-65%
As tarântulas estrangeiras, como as Brachypelma, as Tliltocatl e a Grammostola rosea, são invertebrados exóticos: desde 1998 é proibido importá-las para vender como animais de estimação, e desde 2002 o Ibama não autoriza novos criadouros comerciais de invertebrados para esse mercado.
As caranguejeiras brasileiras são fauna silvestre: capturar ou ter uma sem autorização é crime ambiental.
Conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026.
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Fontes
Todas as 81 fontes, animal por animal
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- RSPCA, Leopard gecko care (última verificação em 13 de outubro de 2026)
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- RSPCA, Corn snake care (última verificação em 13 de outubro de 2026)
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- RSPCA, Fish (última verificação em 30 de setembro de 2026)
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- Royal Veterinary College, Tarantula care (2024, PDF) (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- University of Idaho Extension, BUL 1120 How to Handle Tarantulas in a Classroom Setting (2026, PDF) (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- University of Kentucky Entomology, Exotic bugs: care and feeding (última verificação em 13 de outubro de 2026)
- University of Illinois College of Veterinary Medicine, Caring for pet tarantulas (última verificação em 13 de outubro de 2026)
- Ibama: Portaria 93/1998 compilada (2024), com a lista de fauna doméstica (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Ibama e IEF Minas Gerais: a guarda de animais silvestres e exóticos (2020) (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Ibama: cartilha da CITES (2009) (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- IEF Minas Gerais: perguntas frequentes do SisFauna (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Brasília Ambiental (Ibram): quero criar um animal silvestre, o que preciso saber? (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Planalto: Lei 9.605/1998 de crimes ambientais (com as Leis 14.064/2020 e 15.150/2025) (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Zoológico de Brasília: tigre-d’água-sul-americano (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- IMA Santa Catarina: Portaria 95/2020 sobre as espécies exóticas invasoras (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- Brasília Ambiental (Ibram): criação comercial de animais silvestres (última verificação em 14 de outubro de 2026)
- IAT Paraná: cobra exótica e as espécies com criação e comércio proibidos (2022) (última verificação em 14 de outubro de 2026)